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Insuficiência cardíaca

Top 10 ENAMED

Clínica Médica · 113 cards · ~170 min · Versão 2026.1 · Marco: ENAMED 2026

Aprovado por Remoa

Conteúdo educacional. Não substitui diretriz clínica nem supervisão. Termos de Uso

Amostra do mapa

Amostra: os primeiros 10 cards da trilha. O mapa completo fica na sua cópia.

  1. O peso da IC no Brasil

    Por que a insuficiência cardíaca (IC) pesa tanto no sistema de saúde brasileiro?

    Resposta

    É a principal causa de re-hospitalização no país e tem mortalidade alta em 5 anos. São cerca de 190 mil internações por IC aguda por ano, com 13% de mortalidade intra-hospitalar.

    Fontes: sbc-2018 Parte 2, item 1.1 [insuficiencia-cardiaca-ev-004]; sbc-2018 Parte 2, item 1.1 [insuficiencia-cardiaca-ev-005]; ms-pcdt-icfer-2024 Anexo, item 1 (Introdução) [insuficiencia-cardiaca-ev-006]

  2. Prognóstico da IC

    Como é a sobrevida depois do diagnóstico de IC?

    Resposta

    Baixa: menos de 60% em 5 anos (ESC 2026), podendo cair a 35% (SBC 2018). Internados por IC: 3 a 10% morrem na internação, 20 a 30% em 1 ano e mais de 50% em 5 anos.

    Fontes: sbc-2018 Parte 1, item 1.3 (Epidemiologia) [insuficiencia-cardiaca-ev-001]; esc-2026 Seção 3.2.2 [insuficiencia-cardiaca-ev-009]; esc-2026 Seção 7.1 [insuficiencia-cardiaca-ev-010]

  3. Chagas ainda conta

    A doença de Chagas ainda importa como causa de IC no Brasil?

    Resposta

    Sim. Menos relevante que no passado, continua presente e gera quadros graves; esteve ligada a até 21% dos atendimentos ambulatoriais de pacientes com IC.

    Fontes: sbc-2018 Parte 1, item 1.3 (Epidemiologia) [insuficiencia-cardiaca-ev-382]; sbc-2018 Parte 1, item 1.3 [insuficiencia-cardiaca-ev-003]

  4. Definição de IC

    O que é insuficiência cardíaca?

    Resposta

    Síndrome clínica em que o coração não consegue bombear o sangue que os tecidos precisam, ou só consegue à custa de pressões de enchimento altas. Os sinais e sintomas vêm de alteração estrutural ou funcional do coração.

    Fontes: sbc-2018 Parte 1, item 1.1 (Definição de IC) [insuficiencia-cardiaca-ev-011]; esc-2026 Seção 3.1 (Definition of heart failure) [insuficiencia-cardiaca-ev-035]

  5. IC de alto débito

    Que situações de alto débito podem levar à IC?

    Resposta

    Tireotoxicose, anemia, fístula arteriovenosa e beribéri.

    Macete TAFB. T = tireotoxicose; A = anemia; F = fístula arteriovenosa; B = beribéri. São as situações de alto débito que a SBC 2018 lista como causa de IC.

    Fontes: sbc-2018 Parte 1, item 1.1 [insuficiencia-cardiaca-ev-012]

  6. Diagnóstico de IC é clínico

    Pelo PCDT 2024, o diagnóstico de IC é essencialmente laboratorial ou clínico?

    Resposta

    Clínico: baseia-se sobretudo em sinais e sintomas sugestivos. Peptídeo natriurético ajuda a excluir quando há dúvida, e o resultado positivo é confirmado pelo ecocardiograma.

    Fontes: ms-pcdt-icfer-2024 Anexo, item 3 (Diagnóstico) [insuficiencia-cardiaca-ev-033]; sbc-2018 Parte 1, item 2.1.2 [insuficiencia-cardiaca-ev-084]; ms-pcdt-icfer-2024 Anexo, item 3 [insuficiencia-cardiaca-ev-117]

  7. Classes funcionais da NYHA

    Complete o esquema: o que define cada classe funcional da NYHA?

    Macete Nada, habitual, menos, repouso. Suba a escada da NYHA: I = nada (sem sintomas); II = sintomas com a atividade habitual; III = sintomas com atividade menor que a habitual, mas confortável em repouso; IV = sintomas até em repouso.

    Fontes: sbc-2018 Parte 1, item 1.2.2 [insuficiencia-cardiaca-ev-017]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.2 (NYHA), classe I [insuficiencia-cardiaca-ev-378]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.2 (NYHA) [insuficiencia-cardiaca-ev-018]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.2 (NYHA) [insuficiencia-cardiaca-ev-019]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.2 (NYHA) [insuficiencia-cardiaca-ev-020]

  8. Estágios A a D

    Complete o esquema: o que caracteriza cada estágio da IC (A a D)?

    Macete Ameaça, Base lesada, Clínica, Difícil. A = ameaça (só risco, sem doença estrutural); B = base lesada (doença estrutural, sem sintomas); C = clínica (sintomas prévios ou atuais); D = difícil (refratária, requer intervenção especializada).

    Fontes: sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.3 (Estágios) [insuficiencia-cardiaca-ev-022]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.3 (Estágios) [insuficiencia-cardiaca-ev-023]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.3 (Estágios) [insuficiencia-cardiaca-ev-024]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.3 (Estágios) [insuficiencia-cardiaca-ev-025]; esc-2026 Seção 2.1, Tabela 4 [insuficiencia-cardiaca-ev-042]

  9. Assintomático tem IC?

    Pela ESC 2026, quem tem fator de risco ou doença estrutural, mas nunca teve sintomas, tem IC?

    Resposta

    Não. Fica no estágio A (risco) ou B (doença estrutural sem sintomas, a pré-IC da AHA 2022). A definição de IC exige a fase sintomática.

    Por que importa É o inverso também: quem já teve IC sintomática mantém o diagnóstico e continua no estágio C mesmo se os sintomas somem com o tratamento.

    Fontes: esc-2026 Seção 3.1 [insuficiencia-cardiaca-ev-036]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.3 (Estágios) [insuficiencia-cardiaca-ev-022]; sbc-2018 Parte 1, Quadro 1.3 (Estágios) [insuficiencia-cardiaca-ev-023]; aha-acc-hfsa-2022 Seção 2.1, Tabela 3 [insuficiencia-cardiaca-ev-051]; udhf-2026 Seção 'Permanence of the Diagnosis/Condition' [insuficiencia-cardiaca-ev-058]; aha-acc-hfsa-2022 Seção 2.1, Figura 2 [insuficiencia-cardiaca-ev-370]

  10. NYHA × estágios

    Qual a diferença entre a classe funcional da NYHA e os estágios A a D?

    Resposta

    Os estágios descrevem o surgimento e a progressão da doença. A NYHA gradua sintomas e capacidade funcional de quem já tem IC sintomática (estágios C e D).

    Por que importa São eixos diferentes: os sintomas podem melhorar, mas o estágio não regride. Quem fica sem sintomas continua no estágio C e segue tratado como tal.

    Fontes: sbc-2018 Parte 1, item 1.2.3 [insuficiencia-cardiaca-ev-021]; aha-acc-hfsa-2022 Seção 2.1 [insuficiencia-cardiaca-ev-053]; aha-acc-hfsa-2022 Seção 2.1, Figura 2 [insuficiencia-cardiaca-ev-370]